"Temos estado numa intensa negociação com todos os partidos políticos que queiram participar na que será, porventura, a mais profunda reforma que a floresta portuguesa conheceu. É uma questão nacional e o Governo tem estado totalmente disponível para encontrar os acordos possíveis que permitam viabilizar esta reforma", disse o ministro.

A primeira fase é constituída por 12 diplomas, sete dos quais já estão publicados em Diário da República e outros cinco aguardam aprovação no parlamento e que devem ser votados nesta quarta-feira, explicou.

A questão do plantio de eucaliptos está ainda em discussão, “tendo o Governo mostrado disponibilidade para flexibilizar posições”, nomeadamente ir um pouco mais além na transferência de plantações e permitir que a um hectare de outras culturas corresponda “um pouco menos” de área de eucaliptal.

A aprovação dos diplomas compete exclusivamente ao parlamento, lembrou Capoulas Santos, salientando que há acordo sobre os princípios.

“Todos queremos uma floresta bem gerida, ordenada, queremos o património florestal identificado, queremos saber aquilo que não tem dono e qual a melhor forma de o aproveitar, todos estamos de acordo quanto a estes princípios, o desacordo vem sobre a forma de os concretizar”, sublinhou.

O Governo iniciou o processo de reforma da floresta em agosto de 2016 e apresentou os diplomas à Assembleia da República em abril, após discussão pública.

Luís Capoulas Santos falava aos jornalistas à margem de uma reunião do Conselho de ministros da Agricultura da União Europeia.

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