De acordo com a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Agnès von der Mühll, “a França, no espírito do acordo nuclear alcançado a 14 de julho de 2015, entende prosseguir a via de um diálogo franco e exigente com o Irão”.

Trata-se da primeira visita ao Irão de um responsável de um dos três países europeus que assinaram o acordo nuclear (França, Alemanha e Grã-Bretanha) com a Rússia, China e os Estados Unidos, desde que Donald Trump impôs um ultimato em janeiro dizendo que sairia deste pacto.

O presidente dos Estados Unidos fixou até 12 de maio a data para que os três países europeus possam emendar as “terríveis lacunas” no texto do acordo, as quais não impedirão, segundo o Irão, que este país venha a ter uma arma nuclear.

Por falta de medidas de salvaguarda, os Estados Unidos reintroduziram as sanções ao Irão.

Jean-Yves Le Drian vai voltar a lembrar o “forte compromisso” da França em relação ao acordo nuclear, que “dá fortes garantias contra o risco de o Irão desenvolver o programa nuclear para fins militares”, salientou ainda a porta-voz.

Se isso fosse posto em causa, as portas para a proliferação do nuclear na região abrir-se-iam e isso “só encorajaria” a Coreia do Norte a avançar com o seu programa nuclear, consideram os especialistas franceses.

Segundo Agnès von der Mühll, “é também importante [para a França], como para o Irão, que sejam retomadas as trocas comerciais e prossigam os investimentos europeus neste país”.

Jean-Yves Le Drian será recebido na segunda-feira pelo presidente iraniano, Hassan Rohani, que apostou no acordo nuclear para trazer o Irão de volta ao concerto das nações e, simultaneamente abrir a sua economia.

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