“A modernização da Linha do Norte, no âmbito do plano Ferrovia 2020, integra várias renovações integrais de via (RIV), com substituição total de balastro, travessas e carris”, duas das quais dizem respeito ao troço Ovar-Gaia.

Segundo fonte daquele gabinete, a renovação integral entre Valadares e Gaia “está em fase de projeto e prevê-se o lançamento para o concurso de empreitada até ao final do primeiro semestre de 2018”.

No que respeita à intervenção entre Ovar e Espinho, “está em fase de contratação do projeto, prevendo-se que tal ocorra igualmente até a final do primeiro semestre de 2018”.

“É muito importante que as RIV na mesma linha ocorram de forma desfasada no tempo, de forma a afetar o menos possível a circulação de comboios. Atualmente, está em curso uma RIV entre Alfarelos e Pampilhosa, que deverá esta concluída no segundo trimestre de 2018”, salienta o esclarecimento ministerial.

Já quanto à recuperação da Linha do Vouga, reclamada hoje em comunicado pelo PSD, o gabinete do ministro garante que o atual Governo “considera que a Linha do Vouga presta um serviço relevante às populações, tendo mandato a Infraestruturas de Portugal para desenvolver um plano de investimento e manutenção, quer na linha quer no edificado de apoio aos passageiros”.

Estão previstos investimentos a realizar até 2022, que ascendem a 23,8 milhões de euros, nas edificações, via, geotecnia, sinalização, e passagens de nível.

O esclarecimento recorda que era outra a intenção do governo anterior, que aprovou a “desativação, até ao final de 2011, do serviço de passageiros da linha do Vouga, sendo assegurada a mobilidade das populações através de concessões rodoviárias”.

Os deputados do PSD eleitos por Aveiro exigiram do Governo uma "clarificação" quanto aos planos para a Linha do Vouga” e recordaram que “os partidos políticos foram unânimes na importância da melhoria das condições” daquela linha.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, os deputados do PSD António Topa, Helga Correia e Bruno Coimbra aludiram a um estudo divulgado terça-feira que considerou aquela ferrovia como “uma das piores do país” e questionaram qual o montante a canalizar para manutenção dos troços Espinho-Oliveira de Azeméis e Aveiro-Sernada do Vouga.

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