“Os resultados são promissores”, disse à Lusa fonte oficial do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

“No primeiro semestre de 2019 foram já destruídos tantos ninhos quantos os que foram destruídos ao longo de todo o anterior (mais de 5.600)”, referiu a mesma fonte.

Na terça-feira, em declarações à TSF, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, afirmou que nos primeiros seis meses deste ano foram destruídos precisamente 5.645 ninhos, o que significa que “nos últimos três anos já foram destruídos 14 mil ninhos".

À Lusa, fonte oficial do Ministério considera que o balanço do primeiro semestre mostra que o Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal adotado pelo Governo em janeiro de 2018 e reforçado no início de 2019, “está a ser eficaz”.

Além do plano, o Ministério lembra que foi adotado um manual de boas práticas “que devem ser escrupulosamente respeitadas, tendo em conta a elevada capacidade de dispersão e disseminação desta espécie, bem como o perigo que poderá representar”.

“Trata-se de uma espécie que, caso se sinta ameaçada, ataca em enxame, podendo concretizar perseguições ao longo de centenas de metros, produzindo picadas múltiplas”, explica.

Entre as medidas adotadas está ainda a Plataforma SOS Vespa do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), criada em 2015, mas que neste momento está em manutenção.

Nesta plataforma eletrónica são registados os avistamentos de espécimes e de ninhos de vespa asiática (vespa velutina), bem como o estado dos ninhos (destruídos ou ativos).

A informação recolhida é canalizada para os municípios, que são as entidades públicas encarregues da destruição dos ninhos.

Em 2019, o Governo disponibilizou 1,4 milhões de euros para apoiar os municípios na destruição de ninhos, verba a que se candidataram 137 municípios, indica o Ministério da Agricultura.

De acordo com o Ministério, no âmbito da implementação do “Plano de Ação para o Controlo e Vigilância da Vespa velutina em Portugal” existe um programa específico de formação que já alcançou mais de mil formandos.

Desde a sua deteção em Portugal, a progressão da vespa asiática “tem-se registado de Norte para Sul e do litoral para o interior.

A sul, estende-se até às margens do rio Tejo, tendo sido confirmadas ocorrências, já este ano, na zona Norte do distrito de Portalegre, refere a mesma fonte.

A vespa asiática é uma espécie predadora de abelhas, pelo que tem impacto direto na produção apícola, obrigando a um acompanhamento permanente das colmeias por parte dos apicultores, sobretudo nos locais onde a presença da Vespa velutina está detetada.

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