“Das imagens que visualizei, concluo claramente que são motivos pré-históricos. Uma dessas rochas tem arte rupestre do tipo esquemático simbólico, ou seja, são círculos concêntricos, aquilo que nós chamamos de 'arte atlântica'”, disse à Lusa este especialista e antigo diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

António Martinho Batista ainda não esteve no local (prevê fazê-lo em março ou abril), mas as imagens que um habitante do Fundão lhe fez chegar na sequência desta descoberta não lhe suscitam dúvidas quanto ao facto de que as gravuras em causa são “pré-história recente” e que merecem um estudo mais aprofundado.

“Merecem ser estudadas, valorizadas e defendidas”, afirmou.

António Martinho Batista acredita que estas gravuras estarão “entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, pelo que poderão ter entre três a quatro mil anos”.

O Jornal do Fundão revela na edição de hoje que as gravuras foram descobertas recentemente por um sapador florestal da Pinus Verde, Francisco Martins, que efetuava trabalhos de desmatação nas proximidades da Casa do Guarda, em Alcongosta, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.

A singularidade dos desenhos chamou a atenção de Francisco Martins, que partilhou a descoberta com dois fundanenses que têm interesse nesta área - Diamantino Gonçalves e David Caetano - e que foram ao local e documentaram o achado fotograficamente, tendo pedido depois uma análise ao arqueólogo António Martinho Batista.

Contactado pela Lusa, Diamantino Gonçalves sublinha ainda que este achado é muito importante e que poderá ser apenas a primeira de outras descobertas, uma vez que estas gravuras raramente estão isoladas.

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