O secretário-geral da Fesap, José Abraão, falava junto ao parlamento, onde uma delegação de dirigentes sindicais foi recebida pelo vice-presidente da Assembleia da República, Fernando Negrão, a quem entregaram propostas de reformas na administração pública.

Em declarações aos jornalistas, o dirigente sindical disse que a adesão à greve na área da saúde “foi a maior de sempre”, da ordem dos 90%, enquanto na justiça a adesão chegou esta manhã aos 60% e na educação obrigou ao fecho de mais de 1.500 escolas.

José Abraão destacou os principais motivos da greve de hoje, como o aumento de 0,3% nos salários, que diz ser “claramente ofensivo”, ou o “problema das carreiras”, e explicou que a greve pretende “exigir” ao Governo uma negociação.

“Felizmente vai haver uma reunião da central sindical UGT com o Governo no próximo dia 05, um dia antes da aprovação final global do Orçamento do Estado”, afirmou o sindicalista, depois de ter defendido que “não bastará agora o Governo dizer que poderá equacionar um possível aumento extraordinário” para valorizar aqueles que menos ganham.

“Ao que sabemos não há proposta nenhuma em cima da mesa, mas continua a ser manifestamente insuficiente o aumento de 0,3%”, acrescentou, defendendo que na reunião de dia 05 os sindicatos querem que “sejam abertas portas, caminhos, para a negociação com compromissos sérios”, e “respostas claras e concretas” às questões das carreiras profissionais, entre outras.

Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve nacional, a primeira da atual legislatura, e realizam uma manifestação à tarde, em Lisboa.

A Frente Comum da Administração Pública, da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP), convocou em dezembro uma manifestação nacional para hoje contra a proposta de aumentos salariais de 0,3%, a que se seguiu o anúncio de greves nacionais por parte das estruturas da União Geral de Trabalhadores (UGT) - a Federação Nacional dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Várias organizações setoriais marcaram também greves hoje, como são os casos da Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE), da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica.

Esta é a primeira greve nacional da função pública desde que o atual Governo liderado por António Costa tomou posse, em 26 de outubro, e acontece a menos de uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), marcada para 06 de fevereiro.

(Notícia atualizada às 13:47)

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