De acordo com o balanço feito pela CP às 18:00, foram suprimidos 20 comboios urbanos do Porto, um comboio urbano de Lisboa, 57 comboios regionais e dois comboios intercidades, um no Alentejo e um na linha do Minho.

Do total de supressões de comboios regionais, 32 foram supressões parciais, ou seja, de uma parte do trajeto. Segundo a CP, deveriam ter circulado 970 comboios em todo país até às 18:00, mas circularam 890.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), da CGTP, em defesa de aumentos salariais, melhores carreiras e redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais.

José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), a que pertence o SNTSF, disse à agência Lusa que a paralisação teve uma elevada adesão, sobretudo nas oficinas.

“Não é fácil para nós obtermos dados globais, até porque não temos acesso às escalas, mas tivemos conhecimento de que encerraram muitas estações e foram suprimidos muitos comboios”, disse o sindicalista.

A elevada adesão à greve nas oficinas já era esperada pelo sindicato dado que os trabalhadores, a maioria deles especializados, estão muito descontentes por não terem perspetiva de carreira e ganharem pouco mais que o salário mínimo, salientou José Oliveira.

A CP informou na quarta-feira que a greve abrangia o período entre as 00:00 e as 24:00 de 27 de maio, mas que o impacto na circulação poderia estender-se “para além desse período, nomeadamente ao final do dia 26 de maio e às primeiras horas da manhã de dia 28 de maio”, sexta-feira.

Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Interregional e Regional, a CP admitiu o seu reembolso ou a revalidação sem custos, e lamentou os incómodos causados aos clientes.

O pré-aviso de greve emitido pelo SNTSF abrange todos os trabalhadores da CP e da IP.

Durante a manhã trabalhadores e ativistas sindicais das duas empresas estiveram concentrados em frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, em protesto contra “11 anos sem aumento”.

Os trabalhadores do setor ferroviário e das infraestruturas ferroviárias e rodoviárias reivindicam aumentos salariais para todos, a redução do horário de trabalho para as 35 horas, o trabalho com direitos, o respeito pela contratação coletiva, a redução da idade de reforma e a melhoria do serviço público prestado.

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