Em comunicado, a GNR adianta que os detidos, com idades compreendidas entre os 25 e os 56 anos, pertenciam “a uma rede criminosa organizada que se dedicava a burlas e a furtos qualificados, especialmente em residências, estando indiciados em 58 furtos”.

A operação, segundo a GNR, foi o culminar de uma investigação que durou cerca de oito meses, mobilizou 333 elementos da guarda em 42 buscas realizadas em Sintra, Lisboa, Torres Vedras, Odivelas, Caneças, Loures e Vialonga, das quais 24 domiciliárias, 11 a veículos, seis em estabelecimentos comerciais e uma no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre (distrito de Lisboa).

Durante a operação de buscas foram apreendidos 11 veículos ligeiros de gama alta, 198 artigos em ouro (brincos, fios, pulseiras, anéis e medalhas), num valor estimado em 130 mil euros, e diversos eletrodomésticos (aspiradores, ferros de engomar, forno elétrico, placa vitrocerâmica, máquina de café, entre outros).

A GNR indica que foram ainda apreendidas 10 televisões LCD, 25 telemóveis, 28 relógios de pulso, diverso material informático (10 'tablets', dois computadores, três colunas de som e um monitor), oito dispositivos de videojogos, cinco ‘hoverboards’, duas malas de senhora, no valor de 500 euros e uma coleção de moedas.

Foram ainda apreendidas 48 doses de haxixe, oito doses de cocaína e mais de cinco mil euros em numerário.

Na nota, a GNR explica que o “’modus operandi’ consistia em abordar residências, preferencialmente moradias, subtraindo todo o material que nelas estivesse contido, com vista à sua venda e consequente ganho económico, com incidência no furto de ouro, dinheiro e eletrodomésticos”.

“Em alguns dos furtos, os suspeitos abordavam residências com idosos e, no sentido de se introduzirem nas casas, faziam-se passar por funcionários de entidades, alegando faturas por pagar e contagem de contadores, acabando por levar objetos, nomeadamente ouro”, é referido.

De acordo com a GNR, os detidos têm antecedentes criminais relacionados com a prática do mesmo tipo de crime, e serão presentes hoje ao Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste – Sintra.

Esta operação envolveu militares de diversas valências da GNR e contou com o apoio da Polícia de Segurança Pública, num total de 333 elementos.

A investigação foi dirigida pela 4.ª Secção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Tribunal da Comarca Oeste – Sintra.

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