"A reforma da estrutura das operações de paz [da ONU] exige que os países desenvolvidos se empenhem, não só com contributos financeiros, mas com a presença física das suas tropas em operações de paz e, com o apoio, de outros países, na modernização das suas forças armadas para uma maior e mais eficaz contribuição para essas operações", disse Guterres.

António Guterres, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o chefe da diplomacia portuguesa em Lisboa, acrescentou que "a presença de uma força de reação rápida de Portugal na República Centro Africana deu um contributo muito importante ao aumento da capacidade de resposta num país onde, infelizmente, se mantêm graves incidentes de segurança".

"Por outro lado, a presença no Mali e a presença de diversos especialistas portugueses num conjunto de outras operações é o exemplo do caminho que a ONU quer ver percorrido pelos países do Norte, nos países do Mundo desenvolvido", disse o secretário-geral das Nações Unidas.

"O meu apelo é que, cada vez mais, os países do Mundo desenvolvidos tenham cada vez mais tropas suas nas operações de paz das Nações Unidas", completou.

Guterres agradeceu, por isso, "o apoio de Portugal às reformas" em curso na ONU, bem como "a participação de Portugal nas operações de paz.

"Quero aqui exprimir o meu profundo reconhecimento por este empenhamento de Portugal", disse o secretário-geral da ONU.

Portugal tem um destacamento de cerca de 160 militares (na sua maioria comandos) na República Centro Africana, bem como um contingente de mais de 70 militares no Mali (na sua maioria militares da Força Aérea).

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