O atentado de Westminster deixou cinco mortos e foi o primeiro depois de 12 anos sem ataques graves, desde os atentados no metro e num autocarro de Londres que deixaram 52 mortos.

"Foi um ataque repulsivo e doente nas ruas da nossa capital, mas, do que mais me lembro, é da coragem excepcional da nossa polícia e dos nossos serviços de segurança, que arriscaram as suas vidas", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, no Parlamento, esta quarta-feira.

Francisco Lopes, um português vítima do atentado, recuperou dos ferimentos, mas caiu numa depressão que o levou a deixar o trabalho. "Estou a tentar ser feliz de novo, o que é difícil alguns dias. Sofro de ansiedade. O trânsito dá-me medo", confessou ao jornal "Evening Standard".

Dois meses depois daquela fatídica quarta-feira, em 22 de maio, um terrorista suicida detonou uma bomba no concerto de Ariana Grande em Manchester, matando 22 pessoas - adolescentes na sua maioria.

Em 3 de junho de 2017, três homens atropelaram com uma camioneta pessoas que atravessavam a London Bridge, na capital, antes de descer do veículo e esfaquear quem encontraram no seu caminho em direção aos bares e restaurantes do mercado de Borough. Os três agressores mataram oito pessoas até serem abatidos pela polícia.

Duas semanas depois, a 19 de junho, um homem que dirigia um carro lançou o veículo contra fiéis que saíam de uma mesquita de Londres, matando um e ferindo outros dez.

Tudo isso aconteceu num contexto de grande instabilidade política devido à vitória do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] no referendo de junho de 2016, seguido da perda da maioria absoluta dos conservadores liderados pela primeira-ministra Theresa May, em junho de 2017.

Os atentados mudaram o rosto da cidade: os passeios e as pontes são agora separados por pequenos blocos, e as entradas de muitos locais turísticos estão protegidas para impedir que veículos possam entrar, atropelando multidões.

"Há cada vez mais espaços públicos e infraestruturas de transportes protegidas por blocos de cimento e barreiras metálicas", explicou à AFP o professor Jon Coaffee, especialista em Urbanismo da Universidade Warwick.

"Os londrinos nunca se esquecerão dos horríveis atentados terroristas na nossa cidade em 2017", garantiu o mayor Sadiq Khan, em comunicado. "Não foram apenas atentados contra a nossa cidade e o nosso país, mas também contra o coração da nossa democracia e os valores que mais apreciamos: liberdade, justiça e tolerância", acrescentou.

O ano de pesadelo ficou ainda marcado por um incêndio acidental na Torre Grenfell, também em junho de 2017, arrasado pelas chamas que alastraram sem controlo por causa da negligência de alguns. Mais de 80 pessoas perderam a vida.

Alfons Luna e Pauline Froissart/AFP

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