A denúncia foi feita por Hagar Mizrahi, chefe da divisão médica do Ministério israelita, durante uma audiência do comité de saúde do Parlamento israelita (Knesset).

O médico afirmou que membros do grupo islamita administraram o medicamento clonazepam a alguns reféns antes de serem entregues aos representantes da Cruz Vermelha, que os retiraram da Faixa de Gaza.

Esta droga, acrescentou Mizrahi, teria sido administrada para que parecessem calmos, felizes e otimistas durante a sua libertação, depois de terem passado mais de um mês e meio em cativeiro.

Mizrahi não informou, porém, se o uso de tranquilizantes foi confirmado por exames de sangue realizados nos reféns ou por depoimentos dos libertados.

Estas declarações surgem poucos dias depois de ter terminado uma trégua de uma semana entre Israel e o Hamas, durante a qual foram trocados 105 reféns raptados pelo grupo islamita e 240 prisioneiros palestinianos que estavam nas prisões israelitas.

Ainda há 138 reféns dentro da Faixa de Gaza, embora tenha sido confirmado que 15 destes estão mortos.

Israel declarou guerra ao Hamas em 7 de outubro, na sequência do ataque do grupo islamita, que matou cerca de 1.200 pessoas e mais de 240 raptados.

Desde então, as forças israelitas atacaram o enclave palestiniano, onde quase 16 mil pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Esta guerra também deixou 1,8 milhões de pessoas deslocadas na Faixa de Gaza, 80% da população total, segundo a ONU.

Além disso, desde o início da ofensiva terrestre israelita em Gaza, no final de outubro, pelo menos 80 soldados foram mortos e centenas ficaram feridos.

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