"Há dois dias, recebemos uma proposta dos irmãos mediadores de Egito e Qatar. Tratamo-la positivamente e aprovámo-la. Esperamos que a ocupação [Israel] não a bloqueie", declarou Khalil al Hayya.

"As armas da resistência são uma linha vermelha", esclareceu.

Outro membro do gabinete político do Hamas, Basem Naim, informou na sexta-feira que tinham ocorrido avanços nas conversas entre o movimento islamista e os mediadores, no momento em que Israel mantém uma intensa ofensiva em Gaza.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou que recebeu uma proposta dos mediadores.

Fontes palestinianas próximas ao Hamas disseram à AFP que as conversas começaram na quinta-feira entre o grupo palestiniano, o Egito e o Qatar, com o objetivo de reativar o acordo para um cessar-fogo e a libertação dos reféns.

A 18 de março, Israel rompeu a frágil trégua que deu paz à população de Gaza durante quase dois meses, e retomou os bombardeamentos e, depois, as operações terrestres em todo o território palestiniano.

As conversas começaram um dia depois de Netanyahu ameaçar ficar com partes do território da Faixa de Gaza, se o Hamas não libertar os reféns.

Por sua vez, o Hamas advertiu que, se Israel continuar a bombardear o território, corre o risco de que os reféns regressem em "caixões".