Heil Trump, heil our people, heil victory! Foi com esta saudação ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que Spencer se apresentou aos mais de 200 participantes na conferência da "direita alternativa" que decorreu no sábado, dia 19, em Washington D.C.

Richard Bertrand Spencer é presidente do National Policy Institue (NPI) que se descreve como “uma organização independente dedicada à herança, identidade e futuro da população descendente de europeus nos Estados Unidos e no mundo”.

Reclama a autoria do termo “alt-right” (alternative right, expressão que esteve na lista final das potenciais candidatas a palavra do ano em 2016 pelo Dicionário Oxford) e popularizou o termo para descrever o movimento que lidera. Spencer aproveitou o seu discurso para transmitir que um dos seus sonhos é “uma nova sociedade, um estado-étnico que funciona como ponto de referência para todos os Europeus” para que seja executada uma “limpeza étnica pacífica”.

De acordo com o The Atlantic, existiram dois momentos distintos nesta conferência de extrema-direita: um perante a esmagadora maioria dos jornalistas presentes, outro quando a maior parte destes havia abandonado o edifício.

A publicação adianta que à noite, quando a maioria dos jornalistas já não estava presente, Spencer fez um discurso com tiradas de antissemitismo e com várias referências ao nazismo.

Visou também a comunicação social ao utilizar a expressão “Lügenpresse” termo que disse ter empregue por “empréstimo” da língua alemã - ou não fosse esta a expressão utilizada pelos nazis durante os seus ataques e críticas à imprensa.

“A América era, até à última geração, um país branco concebido para nós e para a nossa própria prosperidade. É nossa criação, a nossa herança e pertence-nos”, assegurou Spencer.

A audiência aplaudiu, gritou e celebrou o discurso entusiasticamente com saudações nazis.  

Em entrevista à National Public Radio (NPR) Spencer demonstrou o seu apoio incondicional a Trump, congratulou-se pela vitória deste e diz que esta “é a primeira vez que o movimento entra no mainstream” e que uma vez dentro, “já não se vai embora”. Tem por objetivo a criação de um “espaço seguro” para descendentes europeus de origem “germânica, eslava, celta”. Defendeu ainda que respeita “identidades” e etnias, mas que estas devem viver separadas uma das outras.

“Eu respeito os identitários de outras raças e consigo, em abono da verdade, relacionar-me muito bem com eles, de uma forma até que os conservadores tradicionais não conseguem”.

O Presidente do NPI rejeita o termo racista, assumindo-se como “um nacionalista branco”. É o fundador do alternativeright.com e recentemente viu a sua conta no Twitter ser apagada pela própria rede social por violar o seu regulamento de utilização. Em resposta, caracterizou esta ação como sendo um gesto de um "estalinismo empresarial" de "uma gigantesca purga em curso”.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.