De acordo com o Expresso, os responsáveis pela Herdade apresentaram uma queixa-crime junto do Ministério Público contra a entidade promotora da referida caçada, a empresa Monteros de la Cabra e o seu responsável, Mariano Morales. A queixa visa ainda "desconhecidos".

Em comunicado citado pelo semanário, a Torre Bela declara que foi a única entidade fortemente lesada pela realização de uma "montaria ilegítima e abusiva na sua propriedade".

"É hoje absolutamente evidente que esta caçada ocorreu em inequívoca violação dos direitos de caça adquiridos e ultrapassando os limites acordados por contrato com a entidade exploradora da caçada, limites fixados pela Zona de Caça Turística em conformidade com o permitido pela licença e pelo plano de gestão por si aprovado e que se encontrava à data, em vigor", pode ler-se.

"A Herdade da Torre Bela reitera que a caçada em causa, que repudia vivamente, não tem qualquer relação com nenhuma outra eventual atividade da Herdade ou dos seus proprietários", é ainda referido.

O Ministério Público abriu hoje um inquérito-crime à montaria da herdade da Torre Bela, no concelho da Azambuja, onde recentemente foram abatidos 540 animais durante uma caçada.

Confirma-se a "instauração de um inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa Norte (Alenquer)”, respondeu fonte da Procuradoria-Geral da República ao SAPO24.

O Instituto da Conservação da Natureza já tinha aberto um processo para averiguar “os factos ocorridos e eventuais ilícitos” relacionados com o abate dos animais, a maioria veados e javalis e suspendeu a licença da Zona de Caça da Torre Bela.

Segundo o jornal 'online' O Fundamental, que divulgou o abate no dia 20, o mesmo foi “publicitado” nas redes sociais “por alguns dos 16 ‘caçadores’ que terão participado” na iniciativa.

A Herdade da Torre Bela já tinha descartado responsabilidades no sucedido, repudiando a forma “ilegítima” como decorreu uma montaria na sua propriedade.

O ministro do Ambiente repudiou o abate dos animais, admitindo uma revisão da Lei da Caça, designadamente no que diz respeito às montarias, e decidiu suspender de imediato a avaliação de impacte ambiental do projeto das centrais fotovoltaicas para a Quinta da Torre Bela.

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