François Hollande juntou-se, esta quarta-feira, 27 de julho, aos principais líderes religiosos de França com o objetivo de dissolver tensões entre as comunidades religiosas do seu país.

O encontro entre o Presidente da República francesa e as respetivas entidades religiosas sucedeu esta quarta-feira, um dia após o ataque na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, que resultou na degolação de um sacerdote católico de 86 anos.

Após o encontro com Hollande, Dalil Boubakeur, diretor da Grande Mesquita de Paris e líder da maior comunidade muçulmana na Europa, revelou o seu receio pela segurança da sua comunidade e apelou à proteção de lugares de culto em França. “Queremos que prestem mais atenção aos lugares de culto porque qualquer um deles pode ser alvo de violência”, disse Boubakeur, que acusou o recente ataque na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray de "sacrilégio blasfemo contrário a todos os ensinamentos de nossa religião". No entanto, a medida foi considerada “inconcebível e inviável” pelo Pastor François Clavairoly, presidente da Federação Protestante da França.

Já o arcebispo de de Paris, monsenhor Vingt-Trois, acusou o autoproclamado Estado Islâmico (EI) de incitar “jogos políticos”. “[O Estado Islâmico] quer colocar os filhos da mesma família uns contra os outros”, disse. "As relações particularmente harmoniosas entre as diferentes religiões na França são um recurso importante para a coesão da nossa sociedade”.

Atualmente, 700 sinagogas e escolas judaicas e mais de 1000 das 2500 mesquitas da França contam com proteção militar.

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