Imagine-se em cima de um skate, a andar pela calçada portuguesa aos solavancos. Parece uma tarefa difícil? A Hunter Boards trouxe a solução portuguesa para o mercado: um skate elétrico que lhe permite navegar confortavelmente pelas ruas sem se preocupar com buracos, pedras da calçada, um pequeno degrau ou até uma tampa de esgoto, tornando as quedas mais improváveis.

Fomos saber como é que a ideia surgiu e quais são os planos da Hunter Boards que pode ver na íntegra no episódio exibido na SIC Notícias.

“O produto está a ser desenvolvido há cerca de três anos e tem sido uma trabalheira infernal. Tenho de admitir que por vezes me perguntei “será que vamos conseguir?”. Mas, de facto, conseguimos”, contou o CEO da Hunter Boards, Pedro Andrade.

A empresa é uma startup de tecnologia de mobilidade, que construiu o primeiro skate elétrico do mundo capaz de manter os utilizadores estáveis independentemente da velocidade. Como é que é possível? Através do sistema de suspensão desenvolvido e patenteado pela empresa. A ideia surgiu quando Miguel Morgado, sócio de Pedro Andrade, estava a desenvolver uma mota elétrica de competição e precisava de testar os componentes elétricos numa escala mais pequena. O resto é a história que a Hunter Boards agora escreve.

Até o final de 2020, a empresa tinha em lista de 6 mil pessoas interessadas, tendo o compromisso de entregar os primeiros 50 skates. Para 2021, o objetivo é continuar a crescer e vender cerca de 1000 skates.

Para além disso, a Hunter Boards quer apostar especialmente no mercado dos Estados Unidos, onde está a maioria dos clientes – a julgar pela lista de espera em 74% eram americanos (contra 2% portugueses). Para Pedro Andrade, os números explicam-se pelo facto de os skates elétricos serem um método de transporte mais utilizado nos EUA, mas acredita que a empresa tem “um produto capaz de conquistar o mercado europeu”.

O produto já foi reconhecido por vários media internacionais, como a revista especializada Input ou na generalista The Verge. Mais recentemente, o projeto foi nomeado pelo Time como uma das 100 melhores ideias de 2020.

Este ano, pretendem lançar uma série de novos produtos: como uma versão menor do skate, que dê para fazer truques para quem pratica skate como desporto e uma linha de acessórios (capacetes, luvas, mochilas, caneleiras e joelheiras) em colaboração com uma marca de luxo, apanhando “a boleia” para se posicionarem como uma marca de luxo europeia.

Nos planos está também previsto criarem centros de reparação e retalhistas, lançar uma aplicação e preparar a entrada no mercado chinês.

Para testar os produtos, tudo é permitido. “Uma vez fomos para o meio de uma montanha e levámos o skate mesmo ao limite. Depois, desmontámos e vimos o que é que tinha partido para ser corrigido. Já estamos há 3 anos nisto e o produto está muito bom neste momento”, conta o co-criador do skate elétrico.

Preparado para qualquer tipo de terreno, o público preferencial é quem olha para skates como um meio de transporte, quer sejam profissionais ou amadores.

“Há sensivelmente 13 milhões de pessoas a andar de skate no mundo. É um mercado gigante e só tem tendência a crescer – é uma das subculturas mais influentes da cultura popular global, o que se nota na moda, na música, na arte em geral. O mundo do skate está a influenciar outras culturas”, afirma o CEO da Hunter Boards.

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Um artigo do parceiro

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