“Tive a vila durante toda a tarde num perigo muito grande”, afirmou à Lusa, indicando que ele próprio mandou evacuar um acampamento de uma comunidade de etnia cigana, que acabou por arder, sem causar vítimas.

O acampamento encontrava-se próximo da zona industrial, na parte norte da vila, a mais afetada pelo fogo que deflagrou pouco depois das 15:00 na zona de Amedo e Zedes e que mobilizava, perto das 21:00, 134 operacionais, 49 veículos e uma aeronave, segundo informação disponibilizada na página da Proteção Civil.

O presidente da Câmara falou com a Lusa por volta das 20:30 e a essa hora relatou que a situação já estava “mais calma”, havendo, no entanto, a contabilizar ainda danos em algumas “infraestruturas, plantas e animais”.

O autarca disse que “havia bombeiros” no terreno, mas “o vento era tão forte que não foi fácil” o combate ao fogo.

José Luís Correia está a acompanhar a situação no terreno e disse à Lusa que agora a preocupação é outro fogo que tem lavrado em simultâneo e que começou, ao início da madrugada de hoje, na zona de Lavandeira e Beira Grande.

A informação disponibilizada pela Proteção Civil, perto das 21:00, dava conta de que estão no combate a este fogo 46 operacionais, onze viaturas e uma aeronave.

De acordo ainda com a página da Proteção Civil, estes dois incêndios no concelho de Carrazeda de Ansiães são os únicos ativos no distrito de Bragança.

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