"Fizemos há mais de um mês um debate sobre essa matéria [dispositivo de combate aos fogos], ficámos preocupados com os atrasos e também ficámos preocupados com estas notícias", afirmou, respondendo a uma questão dos jornalistas.

Segundo a edição de hoje do Diário de Notícias, o Estado "vai denunciar o contrato com a Everjets, a quem entregou a operação e manutenção de três helicópteros Kamov", tendo em conta que "as aeronaves estão paradas desde janeiro e a empresa já foi multada em cinco milhões de euros por incumprimento do contrato".

Falando em Paços de Ferreira, onde hoje visitou a feira de mobiliário e decoração Capital do Móvel, a líder democrata-cristã referiu que a questão dos Kamov é matéria que o CDS escrutinará "no momento próprio".

"Esse atraso já existe infelizmente e o CDS já o sinalizou oportunamente no parlamento, com muitas perguntas e, infelizmente, muitas delas ficaram sem resposta, nomeadamente sobre a disponibilidade dos meios aéreos no tempo próprio", insistiu.

Assunção Cristas acrescentou que o seu partido acompanha "com muita atenção, com muita fiscalização e escrutínio" o processo de preparação do dispositivo de combate aos incêndios. "Temos estado na linha da frente de todas as perguntas ao Governo nesta matéria, porque se há coisa de que temos a certeza é que se avizinha o verão e o país tem de estar preparado", declarou.

Hoje, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que o incumprimento da empresa Everjets justifica a decisão do Governo de mobilizar “diferentes meios aéreos” de combate aos incêndios.

“A urgência levará a mobilizar todos os meios”, que assegurem, já este ano, “um sistema de resposta permanente e eficaz”, declarou o ministro aos jornalistas, no final de uma visita ao Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, na Lousã, distrito de Coimbra.

Eduardo Cabrita evitou mencionar o nome da Everjets, mas disse que o Governo vai colmatar “uma verificação reiterada de incumprimento e incapacidade” determinada pela Autoridade Nacional da Aviação Civil.

“O que nós estamos é a preparar um sistema robusto, o que significa dispor de meios aéreos todo o ano, com mais versatilidade e com mais qualidade”, confiando depois o comando da sua gestão à Força Aérea Portuguesa, disse.

O Governo vai “recorrer a mecanismos nacionais e internacionais de várias origens” ou mesmo, “numa situação limite, à requisição civil de meios aéreos”, de acordo com Eduardo Cabrita.

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Administração Interna optou não revelar pormenores da contratação de novos meios por ajuste direto.

“Nunca me viram falar daquilo que é a dimensão de um quadro contratual que está em preparação. Nós apresentamos resultados”, respondeu.

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