"Creio que se andou algum caminho, fez-se algumas coisas, mas realmente falta muito, sobretudo na parte da prevenção estrutural", disse o investigador aos jornalistas, no final das cerimónias religiosas que assinalaram os três anos dos trágicos incêndios de Pedrógão Grande, que vitimaram 66 pessoas.

Segundo o coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Universidade de Coimbra, Portugal está "melhor em termos de planeamento, de motivação em termos de organização”, mas ainda há “apreensões e preocupações sobre o que pode vir a acontecer de um momento para o outro se as condições foram mais graves".

O perito, que fez dois relatórios sobre os incêndios de Pedrógão Grande e de 15 de outubro de 2017, salientou que podem voltar a existir condições climáticas como as que se verificaram nesse ano, considerando que não se pode aceitar "é que se repita a tragédia, nomeadamente nestes territórios".

"A sociedade está mais sensibilizada e os cidadãos mais precavidos, com mais atenção ao risco de incêndio na floresta, mas há ainda um caminho a percorrer, nomeadamente de maior interligação entre as instituições", sublinhou.

No entanto, Xavier Viegas mostrou-se apreensivo com a falta de respostas no terreno.

"Temos visto muitos planos, muitas leis, muitas intenções, mas na verdade ainda alguma falta de concretização de várias das medidas. De há três anos para cá já era de esperar que estivessem concretizadas", frisou.

Em 17 de junho de 2017, deflagrou em Pedrógão Grande um incêndio florestal, que depois se alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Sertã, Pampilhosa da Serra e Penela, fazendo 66 mortos e 254 feridos.

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