Em comunicado, o ministério liderado por Capoulas Santos adiantou hoje que as operações de recolha e entrega de alimentos para os animais vão ser coordenadas pela Direção Regional de Agricultura e Pesca do Algarve (DRAPAL), em articulação com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), com as autarquias de Monchique e Silves, bem como com a Companhia das Lezírias.

“Desde quarta-feira que está a ser assegurada a resposta imediata às necessidades de alimentação animal, através do fornecimento de fardos de palha doados pela Quinta do Freixo”, disse.

Do mesmo modo, referiu que, desde o segundo dia de incêndio, está em funcionamento na Escola EB de Monchique um “espaço para o alojamento dos animais” retirados das “zonas críticas”.

Segundo os últimos dados divulgados, até ao momento foram recolhidos cerca de duas dezenas de animais.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado hoje de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.