“Temos todos os meios disponíveis a fazer defesa perimétrica nesta área, sem haver, para já, informação de danos de maior. Há muito vento no local. Estamos a proteger as habitações na vila de Mação e todos os recursos estão de facto alocados neste momento a esta zona”, disse à agência Lusa, cerca das 23:30 de quarta-feira, a adjunta de operações da ANPC Patrícia Gaspar.

De acordo com a responsável da Proteção Civil, o fogo que se aproxima do centro de Mação integra o grande incêndio da Sertã, que deflagrou na tarde de domingo no concelho da Sertã e alastrou a Proença-a-Nova e a Mação.

“O incêndio da Sertã é o que nos últimos dias tem chegado por diversas vezes junto de algumas povoações, algumas aldeias pequenas um pouco espalhadas por todo esta área por onde tem lavrado”, indicou Patrícia Gaspar.

Pelas 23:30 de quarta-feira, encontravam-se em curso “dez ocorrências de incêndios florestais” em todo o país, das quais quatro expiravam “maior preocupação”, nomeadamente o grande fogo da Sertã, o incêndio de Marmeleiro (também no concelho da Sertã) e os dois fogos no distrito de Portalegre, nos concelhos de Gavião e de Nisa.

“São as quatro ocorrências que neste momento estão ativas e com maior atividade, onde temos mais meios concentrados”, frisou.

Em relação ao incêndio da Sertã, que lavra em Várzea dos Cavaleiros, “que é o grande incêndio que afeta os concelhos da Sertã, Proença-a-Nova e Mação, mantém-se ativo e é aquele onde neste momento está concentrado o maior número de meios: 1.225 operacionais, apoiados por 338 veículos”, informou a adjunta de operações da Proteção Civil.

Já o incêndio de Vale de Coelheiros, em Castelo Branco, “ficou dominado já no início da noite”, assim como o fogo de Mantela, no concelho de Mação, que já está dominado “há algumas horas”.

Relativamente a evacuações de aldeias, Patrícia Gaspar disse que, no incêndio de Mantela, “Domingos da Vinha foi uma das aldeias que foi evacuada” e no incêndio de Nisa motivou a “evacuações temporárias”, por precaução, nas aldeias de Albarrol, Vila Flor, Amieira do Tejo e Quinta da Corga.

Questionada sobre se há registo de vítimas devido aos fogos, a responsável da Proteção Civil indicou que algumas pessoas foram assistidas no local, constituindo-se como “feridos leves”, mas “nada que inspire cuidados de maior, para já”.

“A expectativa e o esforço serão no sentido de tentar aproveitar a noite para inverter aquela que tem sido a tendência durante o dia, que é os incêndios manterem-se muito ativos”, avançou a adjunta de operações da ANPC.

Durante a noite “espera-se uma redução da temperatura, a humidade relativa tende também a aumentar e o vento tende a acalmar”, informou Patrícia Gaspar, considerando que estes são fatores que “poderão ajudar e contribuir para uma evolução mais favorável das operações no terreno”.

“Teremos obviamente de aguardar e ver como é que a situação evolui no decurso das próximas horas”, acautelou.

Todos os incêndios estão a ser investigados pelas entidades competentes, nomeadamente a Guarda Nacional Republicana (GNR) com o apoio da Polícia Judiciária, frisou a representante da Proteção Civil.

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