“Yogi Adityanath (chefe do governo do Estado de Uttar Pradesh) pediu que o caso fosse investigado e garantiu uma ação firme”, indicou o seu gabinete através do Twitter.

O ministro da Saúde do Uttar Pradesh, Sidharthnath Singh, e o ministro da Educação Médica, igualmente porta-voz do executivo regional, Ashutosh Tandon, vão deslocar-se a Gorakhpur, onde se localiza o hospital Baba Raghav Das Medical College, no qual ocorreram as mortes.

Pelo menos 63 crianças morreram devido a encefalite e a falta de oxigénio desde segunda-feira. 30 das mortes ocorreram nas últimas 48 horas, informou a agência local IANS.

Segundo vários ‘media’ locais, as crianças morreram depois da empresa fornecedora de oxigénio ter cancelado as entregas ao hospital em questão, aparentemente por falta de pagamento de faturas na ordem de vários milhões de rupias.

O Uttar Pradesh é o Estado mais populoso da Índia, sendo governado pelo partido de direita Bharatiya Janata Party (BJP) do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

O líder da oposição Rahul Gandhi, do histórico Partido do Congresso, declarou-se “triste” com o sucedido, considerando que “o governo do BJP é responsável e deve punir a negligência e quem causou a tragédia”.

Os hospitais públicos indianos enfrentam diariamente grandes constrangimentos e vivem à beira da rutura: os doentes enfrentam longas filas de espera, mesmo para as intervenções mais simples, e muitas vezes são obrigados a partilhar camas.

Os indianos que conseguem evitar os hospitais públicos e recorrer a clínicas privadas, onde uma consulta pode custar em média 1.000 rupias (mais de 13 euros), são uma minoria.

Milhões de indianos vivem com menos de dois euros por dia.

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