“O setor aeronáutico vai começar em Portugal a olhar também e de forma mais significativa para o aeroespacial”, disse na sessão de encerramento do ciclo de debates e conferências da cimeira aeronáutica “Portugal Air Summit”, que termina domingo em Ponte de Sor (Portalegre).

Para o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, está no “tempo” de se iniciar o trabalho nesta área, porque é o “próximo passo” que as empresas têm para dar no caminho da competitividade.

“Está no tempo de nós começarmos também a antecipar e ganharmos o nosso espaço nessa tendência que é uma tendência em que empresas como aquelas que já estão instaladas em Ponte de Sor são competitivas, compreenderam que o aeroespacial é o próximo passo na competitividade para essas empresas e para este setor, e já estão a fazer esse caminho”, declarou.

Nesse sentido, o Governo vai também dar o seu “exemplo”, criando condições para o desenvolvimento desta área no país.

“Existe 'business case', existe capacidade para ganhar dinheiro no investimento privado no setor aeroespacial, o Governo dará também o seu exemplo criando legislação, enquadramento, mecanismos de apoio específicos para a indústria aeroespacial e para a economia do espaço e esse é certamente um desafio que eu tenho a certeza absoluta que daqui a dois ou três “Air Summit” estaremos a discutir”, declarou.

Recordando o trajeto que o Governo tem feito nos últimos tempos, Pedro Marques destacou a forma como tem sido possível atrair investimento, porque foram criadas, entre outros aspetos, “infraestruturas de suporte” do lado do investimento público.

“Pode ser sorte, pode ser uma grande sorte os 300 mil postos de trabalho criados em Portugal nos últimos dois anos e meio, mas essa sorte deu muito trabalho, mas também nos está a dar muito regozijo, ter agora um país mais coeso”, disse.

A cimeira aeronáutica “Portugal Air Summit” termina no domingo, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, com uma corrida de aviões inspirada nas “Reno Air Races”, sendo este o maior atrativo, com um circuito, marcado por 'pylons' (torres) de 25 metros de altura.

Esta corrida a baixa altitude está agendada para as 14:30 e vai permitir ao público sentir o som dos motores, com as velocidades de voo a atingirem os 400 quilómetros por hora.

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