“As linhas de montagem de todas as fábricas de veículos do Brasil estão paralisadas e a greve dos camionistas afetará significativamente os nossos resultados, inclusive no que toca à exportação”, alertou a Associação Nacional de Fabricantes Veículos Automotores.

Apesar de um acordo anunciado pelo Governo com alguns representantes dos camionistas na quinta-feira à noite, a mobilização de grevistas permanecia forte na manhã de hoje, já que muitas estradas ainda estão bloqueadas em todo o país, assim como o acesso às refinarias de petróleo.

A greve afeta todos os setores da economia, incluindo o transporte aéreo.

O aeroporto de Brasília anunciou que as suas reservas de querosene já estão esgotadas e cinco voos já foram cancelados.

A companhia americana American Airlines decidiu cancelar um voo de Miami que deveria ter aterrado em Brasília pela manhã, bem como um outro que deveria deixar a capital brasileira à noite, com destino à Florida.

Nas principais cidades brasileiras, a maioria das estações de serviço está sem combustível e os serviços de autocarros estão a funcionar apenas parcialmente.

A TV GloboNews também mostrou hoje que as bancas do mercado grossista do Rio de Janeiro estão praticamente vazias, o que deixou muitos supermercados sem produtos frescos.

Segundo o portal de notícias G1, os camionistas fazem manifestações nos 26 estados e no Distrito Federal (Brasília).

Os protestos, que entram hoje no seu quinto dia consecutivo, são contra o aumento do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

Após sete horas de reunião entre o Governo e representantes dos camionistas, o ministro da Casa civil, Eliseu Padilha, anunciou na noite de quinta-feira que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias.

Entretanto, só nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo brasileiro, que prevê um prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel.

Esta era uma das principais exigências dos camionistas, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

Na quinta-feira, a greve dos camionistas no Brasil, com manifestações e bloqueios em estradas de 23 estados e no Distrito Federal (Brasília), já registava constrangimentos no transporte e distribuição de alimentos e combustíveis.

A falta de distribuição está a provocar aumentos nos preços dos bens alimentares e dos combustíveis no país.

O mercado financeiro também está instável com os efeitos da greve dos camionistas.

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