Num comunicado, a Interpol, que tem a sede em Lyon (leste de França), adianta que, entre outros, a unidade especial integra especialistas na identificação de vítimas.

“A experiência da Interpol em acidentes deste género pode ajudar de forma significativa as autoridades locais. Vamos dar toda a assistência que seja necessária e que o Líbano solicite”, refere na nota o secretário-geral da instituição, Jurgen Stock.

Este género de equipa só é enviada quando há um pedido formal de um país membro da organização.

Além de ajudar a gerir crises inesperadas, como acidentes ou catástrofes naturais de grande magnitude, a Interpol também presta apoio em assuntos policiais graves ou de grande transcendência.

“A cidade, o país e um número incontável de famílias continuam em choque”, afirmou Stock, destacando que as equipas de resposta a incidentes (‘Incident Respond Teams’) estão conscientes e preparadas para o que irão encontrar.

Em janeiro de 2019, uma dessas equipas esteve em Nairobi, após o atentado mortífero que atingiu um complexo hoteleiro na capital do Quénia, e, em março do mesmo ano, na Etiópia, após o despenhamento de um avião da Ethiopian Airlines pouco depois de levantar voo.

Segundo os dados mais recentes, as explosões no porto de Beirute provocaram 154 mortes e mais de 5.000 feridos, 120 deles em estado grave, tendo destruído bairros inteiros da capital libanesa, deixando mais de 300 mil pessoas sem teto. Cerca de uma centena de pessoas está desaparecida.

Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que estavam armazenadas no porto de Beirute estarão na origem das explosões, que levaram à declaração da capital como “zona de desastre” e, quarta-feira, à do estado de emergência na capital libanesa por duas semanas.

A tragédia atingiu o país que vive uma crise económica séria – marcada por uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, hiperinflação, despedimentos em massa -, agravada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou as autoridades a confinarem a população durante três meses.

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