“Os investimentos culturais vão ter um papel crucial na recuperação. Estamos a reconstruir. Por isso, temos de reconstruir melhor”, afirmou Elisa Ferreira.

A comissária para a Coesão e Reformas falava na sessão de encerramento de uma conferência intitulada “Cultura, Coesão e Impacto Social”, que decorreu na Fundação de Serralves, no Porto, organizada pela presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) no âmbito da Cimeira Social do Porto.

Sublinhando que a cultura “sempre foi um elemento importante na política de coesão” da UE – dando como exemplo as capitais europeias da Cultura e os casos do Porto e de Guimarães que, depois de terem sido eleitos em 2001 e 2012, respetivamente, conheceram “um antes e um depois” –, Elisa Ferreira apontou que o lugar da cultura vai ser “aumentado” na recuperação económica da UE.

Nesse âmbito, abordou três aspetos que vão fazer com que a cultura se torne central no futuro da UE, começando pelos investimentos no setor cultural.

“Não queremos apenas reconstruir o passado, queremos reconstruir melhor. Isto significa investimentos na resiliência do setor cultural, apoiar a transição para modelos de negócios mais ‘verdes’ e digitais, alargar o acesso à cultura e promover a inovação e a inclusão social”, apontou a comissária.

O segundo aspeto, frisou, refere-se ao “desenvolvimento a longo prazo” da cultura, através das regiões europeias, cujo “potencial endógeno” é um “valor que deve ser melhorado” e sobre o “qual deve ser construído” para “criar valor acrescentado”.

“Cada região tem a sua própria cultura única, a sua própria gastronomia, a sua própria herança, os seus próprios festivais e eventos, as suas próprias traduções, natureza, herança natural e indústrias criativas. Isto cria algo único, um ponto de venda único, que é o que procuramos: nichos que possam mostrar como somos diferentes no mercado internacional e global”, sublinhou.

Defendendo que a cultura é uma “força para o desenvolvimento sustentável”, Elisa Ferreira frisou que deve colaborar no desenvolvimento de um “novo conceito europeu”, dando o exemplo do Novo Bauhaus Europeu, uma iniciativa europeia que visa aliar a transição ecológica com um movimento cultural e estético.

“Estamos a pegar nos objetivos audazes da Europa, (…) e a tentar torná-los práticos, bonitos e fazer com que ‘designs’ sustentáveis e com estilo estejam disponíveis para toda a gente. Por isso, é trazer um sonho à vida concreta das pessoas”, disse.

A comissária concluiu referindo que “a cultura é verdadeiramente central para o modo de vida europeu”, aprofundado “o conhecimento que as pessoas têm umas das outras através de encontros positivos”.

A conferência, intitulada “Cultura, Coesão e Impacto Social” decorreu no dia 05 e 06 de maio e teve como objetivo gerar um debate sobre “os benefícios da cultura para a coesão social”, propondo “soluções para maximizar o seu impacto”.

Além de Elisa Ferreira, o evento contou também com a participação da comissária para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, e da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

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