No final da intervenção no debate quinzenal, no parlamento, a coordenadora do BE, Catarina Martins, recordou que "Donald Trump decidiu retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão", o que considerou ser "um erro e perigoso", considerando estar-se perante uma situação à qual "Portugal não deve ficar indiferente".

"Quanto à decisão dos Estados Unidos sobre o acordo com o Irão, já tomamos posição pública, condenando essa posição e sublinhando o perigo que constitui essa decisão, que é um retrocesso para as garantias da paz no mundo", criticou.

Nas galerias, assistia ao debate quinzenal uma delegação de parlamentares iranianos, que estão de visita a Lisboa, chefiada pelo presidente da comissão de Segurança Nacional e Relações Externas do parlamento do Irão, Alaeddin Boroujerdi.

A presença desta comitiva iraniana foi anunciada após o tempo da intervenção do PSD pelo presidente da Assembleia da República em funções, Jorge Lacão, tendo sido saudada e aplaudida pelos deputados.

Precisamente hoje de manhã, depois de ter sido recebido por Jorge Lacão e pelos deputados da comissão de Negócios Estrangeiros, Alaeddin Boroujerdi defendeu, em declarações aos jornalistas, que o cumprimento pelo Irão do acordo nuclear, abandonado esta terça-feira pelos EUA, depende das "garantias práticas" da União Europeia de que resistirá às exigências norte-americanas.

Já na terça-feira, o Governo português lamentou esta decisão do Presidente norte-americano, mas disse esperar que esta seja "compensada" pela determinação dos restantes signatários de manterem a sua posição.

"Lamentamos bastante a decisão dos Estados Unidos. Nós, Portugal e a União Europeia, tudo fizemos para convencer os nossos amigos americanos a não darem este passo", afirmou então o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa.

O Governo português vê o acordo como "um instrumento positivo", com o objetivo de "impedir que o Irão chegue à produção de armas nucleares próprias", referiu o governante, sublinhando que, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão "tem cumprido até agora os compromissos que assumiu".

Pouco depois, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse subscrever "plenamente" a posição do executivo português.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que os Estados Unidos abandonam o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irão e o grupo dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha.

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