Asghar Zarean, um dos responsáveis da Agência, citado pelos meios de comunicação locais, assegurou que é possível que a indústria nuclear volte aos níveis anteriores ao acordo “graças aos vínculos estabelecidos entre a indústria do país e as universidades”.

“Somos capazes de obter qualquer quantidade de enriquecimento que desejemos”, disse, acrescentando que a indústria é capaz de produzir de novo urânio enriquecido a 20% como nos anos prévios à entrada em vigor do pacto alcançado entre o Irão e os Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha.

As declarações de Zarean ocorrem depois de Rex Tillerson, designado secretário de Estado dos Estados Unidos pelo presidente eleito Donald Trump, ter afirmado que é necessária uma revisão do acordo nuclear.

Com esse acordo, que entrou em vigor a 16 de janeiro de 2016, há um ano, o Irão comprometeu-se a aceitar limitações e uma maior supervisão internacional sobre o seu programa nuclear.

O acordo incluiu uma redução das reservas de urânio enriquecido a menos de 300 quilos no Irão e que o nível de enriquecimento seja menor do que 4%, muito abaixo do necessário para alimentar uma bomba nuclear.

Em troca, as outras potências mundiais concordaram levantar as sanções comerciais e diplomáticas.

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