Em comunicado, os líderes das duas forças políticas anunciam um novo acordo para a formação de Governo, quando se completam quase três meses desde as eleições em Itália.

"Todas as condições estão reunidas para um governo político M5E/Liga", anunciaram di Maio e Alvini na nota.

"Compromisso, coerência, escuta, trabalho, paciência, bom senso, cabeça e coração para o bem dos italianos. Talvez finalmente chegámos lá, depois de tantos obstáculos, ataques, ameaças e mentiras", escreveu Salvini no Facebook.

De acordo com a imprensa italiana o eurocético Paola Savona, o nome que o presidente italiano, Sergio Mattarella, rejeitou para a pasta das Finanças, será ministro para os Assuntos Europeus.

Já o líder da Liga Norte, Matteo Salvini, será ministro do Interior e o líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, será ministro da Indústria. Enzo Moavero Milanesi será ministro dos Negócios Estrangeiros.

Giuseppe Conte foi, novamente, proposto para assumir o cargo de primeiro-ministro italiano.

Na quarta-feira, o líder do M5S defendeu que fosse escolhido outro nome para ministro da Economia, depois de o chefe de Estado, Sergio Mattarella, ter vetado a escolha inicial. Mattarella vetou Paolo Savona para o Ministério da Economia de um governo de coligação M5S-Liga, devido às suas posições eurocéticas, mencionando, no domingo, as críticas deste economista ao euro.

Na segunda-feira, Mattarella deu a responsabilidade a Carlo Cottarelli, um ex-quadro do Fundo Monetário Internacional, de procurar constituir um governo neutral de tecnocratas para conduzir o país para eleições antecipadas.

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