De acordo com a emissora nipónica NHK, o tribunal considerou que havia um risco de destruição de provas.

Ghosn foi detido a 19 de novembro por alegadamente ter falsificado relatórios financeiros que não reportavam os cerca de 5 bilhões de ienes (38 milhões de euros) que deveria receber ao longo de cinco anos, até 2015, acordados com a Nissan.

Já na passada sexta-feira, o executivo de 64 anos foi acusado pelo Tribunal Distrital de Tóquio de quebra de confiança e de esconder rendimentos da autoridade tributária, entre 2015 e 2018.

Nesse dia, e presente pela primeira vez em tribunal, Ghosn afirmou ter sido "falsamente acusado", negando todas as acusações.

Durante a sessão de sexta-feira, o juiz já havia justificado a detenção prolongada de Ghosn com "risco de fuga e alteração das provas".

Os advogados ainda podem recorrer da decisão mas se a mesma for confirmada por um segundo juiz Carlos Ghosn permanecerá em prisão preventiva pelo menos até 10 de março.

A medida pode ser prorrogada a pedido do Ministério Público por períodos renováveis de um mês.

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