“Vamos ter o desafio das presidenciais, sabem qual é a minha opinião sobre a avaliação do mandato do atual Presidente da República, mas, se por alguma razão for preciso o CDS ter um candidato às eleições presidenciais, eu sei quem é, sei como vamos fazer e tenho a garantia que teremos esse candidato”, disse.

João Almeida falava perante os delegados ao 28.º Congresso do CDS-PP, que decorre no Parque de Exposições de Aveiro, numa intervenção para apresentar a sua moção global de estratégia, intitulada “O que nos une é a nossa força”.

O candidato à sucessão de Assunção Cristas apontou as eleições presidenciais de 2021 como um dos desafios que o CDS-PP terá de enfrentar, tal como as eleições autárquicas, pedindo o voto dos congressistas para “unir o partido”.

João Almeida recusou haver “problemas de identidade” no CDS-PP e afirmou querer ser o presidente de um partido “livre e não de um partido controlado”, de um partido “dos militantes livres e soltos”.

“Não vamos ser a direita que a esquerda gosta, vamos ser a direita que a esquerda não gosta. Vamos ser o partido dos militantes livres e soltos, sem controleiros” e “sem messianismos”, declarou.

“Nós vamos ser o partido sem coação e sem ameaças, quero ser presidente de um partido livre e não de um partido controlado”, acrescentou.

João Almeida respondeu aos adversários que o classificam como “o candidato do mais do mesmo”, da continuidade ou o “rosto do insucesso”, apresentando vários exemplos que considerou contrariarem essa ideia.

“Há também quem diga que sou o rosto do insucesso. Será que quando fui eleito em 2002 pela Juventude Popular para o parlamento foi insucesso?”, questionou.

“Se o candidato do mais do mesmo é o candidato da mesma resistência como aquela que tivemos quando votamos contra a constituição de 1976, este é o candidato do mais do mesmo”, disse.

No início do seu discurso, João Almeida disse que estão enganados aqueles que acham que a sua candidatura é “para fazer o mesmo” e reiterou a promessa para a renovação dos órgãos nacionais dirigentes em dois terços.

“Em cada órgão nacional, comigo a presidente, dois terços vão ser caras novas, gente nova, energia nova e novidade para mostrarmos ao país”, afirmou João Almeida, que disse que a sua candidatura representa “a direita democrática e popular”.

Para mostrar que não representa a “continuidade”, João Almeida lembrou o nome das moções que apresentou em anteriores congressos.

Segundo João Almeida, com o (ex-líder) Ribeiro e Castro apresentou uma moção intitulada “Fazer futuro”, com Paulo Portas como presidente apresentou uma moção que se chamava “fazer diferente”: “certamente não era para fazer igual”, disse.

E com Assunção Cristas apresentou uma moção designada “Fazer melhor”, frisando que, se assim foi, “não era para fazer o mesmo”.

"Não vamos ser a direita que a esquerda gosta, vamos ser a direita que a esquerda não gosta", disse.

(Notícia atualizada às 13:43)

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