João Lourenço discursava numa receção a dezenas de convidados portugueses e angolanos num hotel da capital portuguesa, no último momento público da visita de Estado que está a realizar a Portugal.

Durante a intervenção, à qual assistiu o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe de Estado angolano referiu que durante esta visita, que iniciou na quinta-feira e que só termina no sábado, foi possível abordar com os interlocutores portugueses “todos os aspetos” que vão permitir solidificar “as bases sobre as quais assentarão, doravante, as relações” entre os dois países.

“O nosso compromisso comum é o de cultivar e manter entre Angola e Portugal um clima desanuviado nos contactos entre políticos, agentes económicos, homens de cultura e de ciência, fazedores de opinião e outros, que contribua para explorarmos ao máximo as vastas oportunidades que se abrem nas nossas relações e que às vezes as desperdiçamos”, afirmou o chefe de Estado angolano.

João Lourenço recordou, a propósito da nova fase nas relações entre os dois países, que a visita de Estado que realiza agora a Portugal surge cerca de dois meses depois de o primeiro-ministro português, António Costa, ter visitado Luanda.

A proximidade entre as visitas deve ser entendida como “um sinal de vitalidade das nossas relações e da vontade que ambos os governos e países expressam no sentido de superamos os pequenos obstáculos que podiam, eventualmente, dificultar ou atrasar a execução de importantes projetos de interesse comum”, enfatizou o Presidente angolano, recordando os “séculos de convivência e intercâmbio entre culturas, língua, hábitos e costumes” entre os dois povos.

A visita de Estado de três dias, que termina sábado, é também a primeira do género de um Presidente angolano a Portugal desde 2009, e envolveu a assinatura de 13 acordos entre os dois governos, tendo João Lourenço anunciado ainda que o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, visitará Angola em 2019.

O Presidente angolano visita, durante a manhã de sábado, o Arsenal do Alfeite, regressando a Luanda no dia seguinte.

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