“Acho que a estenose 'carotídea' afasta completamente essa possibilidade de especulação. Objetivamente, há um impedimento de o meu camarada Jerónimo de Sousa estar aqui e procurou-se encontrar uma solução que não deixasse cair a agenda do secretário-geral e que mantivesse essa participação do PCP”, disse João Oliveira, no início do debate com o presidente social-democrata, no âmbito das eleições legislativas, transmitido na SIC.

João Oliveira e João Ferreira, dois dos dirigentes do PCP com maior presença mediática nos últimos anos, substituem Jerónimo de Sousa no arranque da campanha eleitoral, o que levou vários analistas políticos a especular que se tenha iniciado o processo de sucessão do secretário-geral.

O também líder parlamentar comunista admitiu que pudesse haver essa leitura por parte de “outros partidos”, mas no PCP “essa questão não está colocada”

João Oliveira rejeitou, por isso, “sobressaltos nesse sentido” e proferiu uma frase “com a qual até o João Ferreira está de acordo”: “a substituição mais rápida de que precisamos é a nossa pelo secretário-geral do PCP, pelo Jerónimo de Sousa, que rapidamente nos substitua na campanha eleitoral”.

Já o presidente do PSD, Rui Rio, disse ter “bastante simpatia pessoal” por Jerónimo de Sousa, que considerou ser “extremamente coerente”.

“Tomara que dentro do meu partido houvesse gente assim coerente, mas com a social-democracia...”, ironizou.

O secretário-geral do PCP vai ser operado de urgência à carótida interna esquerda, na quinta-feira, e vai falhar ao arranque da campanha eleitoral os restantes debates.

João Ferreira e João Oliveira, ambos membros da Comissão Política do Comité Central comunista, tomaram a dianteira da campanha comunista até ao regresso de Jerónimo de Sousa, esperado para o final da próxima semana.

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