“O Governo volta a deixar na mão o setor agrícola pelo incumprimento do Estado nos pagamentos de medidas agroambientais no montante de 25 milhões de euros, cuja liquidação estava programada para o no final da semana passada” refere o presidente da JP, estrutura que representa os jovens do CDS-PP, em comunicado enviado à Lusa.

Nessa nota, Francisco Mota pede “a substituição da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes”, alegando que a governante “apenas semeia a pobreza juntos dos agricultores”.

“A ministra não tem peso político, perdeu a confiança do setor e neste momento é uma pedra bloqueadora, só há uma solução para bem da agricultura é sair pelo próprio pé, o seu tempo terminou”, defende também.

Para a JP, “é inaceitável que a tutela falhe de forma flagrante com pagamentos que estavam programados e são fundamentais para milhares de agricultores”.

“O setor ficou de fora das medidas pós-covid com o argumento do apoio através dos montantes disponíveis da PAC [Política Agrícola Comum], mas agora retêm-no”, acusa, salientando que “a agricultura não pode parar”.

Na sexta-feira, a Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) acusou o Estado de “incumprimento” nos pagamentos de medidas agroambientais no montante de 25 milhões de euros, cuja liquidação estava programada para aquele dia.

Em comunicado, a CAP especificou que a verba respeita à medida agroambiental “Produção Integrada” e destina-se “a mais de 12.500 agricultores, num valor médio de 2.000 euros” para cada um.

No mesmo texto, a organização “apela para que esta situação seja resolvida no mais curto prazo possível”.

Entretanto, o Ministério da Agricultura indicou à Lusa que o pagamento da segunda tranche do adiantamento da medida "Produção Integrada" vai ser processado na primeira quinzena de novembro, mas não adiantou os motivos que levaram ao atraso.

Na nota de hoje, o presidente da JP refere que “o mesmo deverá estar a acontecer com os pagamentos ao investimento” e lamenta que “a situação pode repetir-se em novembro e dezembro”, o que classifica como “um escândalo e uma vergonha”.

“Este incumprimento por parte do Estado irá resultar em prejuízos diretos a milhares de agricultores e a incumprimentos por parte destes a fornecedores e à banca, com penalizações inerentes”, antecipa o líder dos jovens centristas, acusando o Governo de “criar dificuldades em vez de ser um parceiro do setor”.

Apontando que “vêm aí tempos complicados de novo”, Francisco Mota salienta que “não basta reconhecer que os agricultores são fundamentais para manter a comida na mesa dos portugueses” e critica que “palavras de circunstância não colocam comida na mesa das famílias dos agricultores”.

O presidente da JP defende ainda ser necessária “uma nova atitude na administração pública”.

“Quando é o estado a falhar para com os contribuintes e os empresários sai impune, quando é o seu contrário o estado age de uma forma implacável”, censura.

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