Em comunicado, o tribunal indicou que a juíza "morreu esta noite [sexta-feira] rodeada pela família, na sua casa, em Washington".

O juiz-presidente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, John Roberts, afirmou que o país "perdeu uma jurista de dimensão histórica".

"Perdemos uma colega estimada. Hoje estamos de luto, mas confiantes de que as gerações futuras recordarão Ruth Bader Ginsburg como nós a conhecemos, uma incansável e decidida campeã da justiça", indicou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, homenageou Ginsburg nesta sexta-feira, após ser informado do falecimento da magistrada por repórteres que o acompanham no estado do Minnesota, onde se encontrava a fazer campanha. "Ela acaba de morrer? Não sabia. Teve uma vida incrível, o que mais se pode dizer?", reagiu.

Em julho, Ginsburg tinha anunciado que estava a fazer quimioterapia para lesões no fígado, a última das várias batalhas que travou contra o cancro desde 1999.

Nos últimos anos como juíza do Supremo Tribunal, Ginsburg, conhecida pelas iniciais "RBG", afirmou-se como líder inquestionável da ala progressista da instituição e na defesa dos direitos das mulheres e das minorias, conquistando admiradores entre várias camadas da população norte-americana.

A morte da juíza representa um duro golpe para os progressistas norte-americanos e poderá alterar o equilíbrio da instituição em benefício dos conservadores, de acordo com vários observadores.

A questão da substituição de RBG deverá agora dominar o final da campanha para as presidenciais norte-americanas, previstas para 3 de novembro.

O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, já confirmou que organizará uma votação na câmara alta do Congresso caso Trump indique um novo nome para o Supremo Tribunal antes das eleições de 3 de novembro.

"Prometemos trabalhar com o presidente Trump e apoiar a sua agenda, especialmente as suas indicações para os cargos de juízes federais", declarou McConnell em comunicado.

"Mais uma vez, manteremos a nossa promessa. O candidato do presidente Trump terá direito a uma votação na sede do Senado", concluiu.

A indicação de Trump poderá garantir uma maioria conservadora na corte de juízes, que tem a última palavra em muitos dos temas mais sensíveis que dividem os Estados Unidos na atualidade: o aborto, passando pelo porte de armas, até os direitos civis e a pena de morte.

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