“Esta noite e nos próximos dias, vamos estar focados na morte da juíza e no seu legado imortal. Mas para que não haja qualquer dúvida, deixem-me ser claro: os eleitores devem escolher o Presidente e o Presidente deve escolher o juiz para que o Senado o considere”, afirmou Joe Biden, numa declaração emitida em direto de sua casa no estado de Delaware.

Biden lembrou que em 2016, na sequência da morte do juiz conservador do Supremo Tribunal Antonin Scalia, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, ignorou o substituto escolhido pelo então Presidente Barack Obama (2009-2017) e não submeteu a sua nomeação a voto, com o argumento que não fazia sentido uma aprovação em ano eleitoral.

Na altura, salientou Biden, faltavam quase nove meses para as presidenciais, enquanto agora faltam apenas 46 dias.

“Estamos a falar da Constituição e do Supremo Tribunal. Essa instituição não devia estar sujeita à política”, destacou.

Na sexta-feira, o Supremo Tribunal anunciou que Ruth Bader Ginsburg tinham morrido, aos 87 anos, na sua casa, de complicações de um cancro pancreático.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos é composto por nove juízes, com cargos vitalícios e que têm o poder de mudar as leis do país. Na prática, desempenham um papel crucial em temas como o aborto, os direitos dos imigrantes, a privacidade, a pena de morte e a posse de armas.

Os magistrados são nomeados pelo Presidente norte-americano e devem ser confirmados pelo Senado.

Atualmente, os republicanos detêm a maioria no Senado e o líder, Mitch McConnell, emitiu já um comunicado, no qual se comprometeu a submeter a votação o candidato que Trump escolher para o Supremo Tribunal.

Na sequência da morte de Ginsburg, a mais alta instância judicial dos Estados Unidos integra oito juízes: três progressistas e cinco conservadores.

Trump elogia a juíza, "uma mulher com uma vida incrível"

"Morreu? Não sabia. Ela era uma mulher incrível que teve uma vida incrível", reagiu Donald Trump, alguns minutos antes de embarcar no avião presidencial Air Force One

A notícia da morte de Ginsburg foi divulgada cerca de dez minutos antes de Trump iniciar um comício em Bedmidji, no estado do Minnesota, decisivo nas eleições presidenciais, marcadas para 03 de novembro, e nas quais procura conquistar um segundo mandato na Casa Branca.

Durante o discurso, Trump não mencionou a morte de Ginsburg, aos 87 anos, devido a complicações de um cancro pancreático.

O Presidente e a magistrada mantinha uma relação difícil, uma vez que durante a campanha para as presidenciais de 2016, Ginsburg acusou Trump de ser falso, comentário pelo qual a juíza pediu desculpa e que levou o atual chefe de Estado a pedir a sua demissão.

Newsletter

As notí­cias não escolhem hora, mas o seu tempo é precioso. O SAPO 24 leva ao seu email a informação que realmente importa comentada pelos nossos cronistas.

Notificações

Porque as noticias não escolhem hora e o seu tempo é precioso.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.