Escreve o France24 que por volta da hora do almoço mais de um milhão de pessoas já tinha votado. Estas são as primeiras primárias nacionais organizadas pelos conservadores franceses, o que torna, escreve o site francês, o resultado difícil de prever. Certo é que os dois candidatos mais votados hoje enfrentar-se-ão no próximo domingo.

A expectativa era de que Alain Juppé enfrentasse Sarkozy numa segunda volta, mas uma recente recuperação nas sondagens de François Fillon ameaça estas previsões, escreve este domingo o Financial Times. Aliás, na sexta-feira, uma sondagem da Ipsos mostrava Fillon com 30% das intenções de voto, à frente dos outros dois candidatos, ambos com 29%.

Um destes três homens deverá enfrentar a líder da extrema-direita Marine Le Pen, que, escreve este domingo o The Independent, lidera as sondagens presidenciais mais recentes, publicadas pela Ipsos.

Le Pen, líder da Frente Nacional, conta com 29% das intenções de voto, seguida pelo partido Les Républicains de Nicolas Sarkozy (21%) e por Jean-Luc Mélenchon (15%) do Parti de Gauche.

Escreve o The Independent que estes resultados aumentam os receios de que Le Pen ganhe as presidenciais francesas, isto depois do Reino Unido ter escolhido sair da União Europeia (Brexit) e de Donald Trump ter sido eleito 45º Presidente dos EUA.

O facto é que, considerando a sondagem da Ipsos referida pelo Financial Times, nesta altura nem sequer é certo que seja Sarkozy o candidato conservador a tentar travar as aspirações da extrema-direita francesa.

Os votantes não precisam de estar registados no partido para participar nestas primárias abertas de centro-direita. As urnas fecham este domingo às 19h00, hora local, e os primeiros resultados são esperados depois das 20h30. Os finais deverão ser sabidos por volta das 22h00, escreve o Financial Times.

Ainda sobre Le Pen, o primeiro-ministro francês Manuel Valls já admitiu que uma vitória da candidata nas presidenciais é possível e alertou para os riscos da sua eleição. Muitos esperam que Le Pen, caso consiga chegar a uma segunda volta das presidenciais, enfrente o candidato de centro-direita eleito nestas primárias, dada a impopularidade do Partido Socialista de François Hollande.

Isto significa que estas primárias, cuja primeira volta se disputa hoje, revestem-se de uma importância significativa para o futuro de França e para travar (ou não) os avanços populistas na Europa.

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