“A nossa prioridade é desobstruir vias, de forma a conseguirmos chegar a todo o lado para termos noção da realidade, nomeadamente na rede elétrica”, disse.

Emílio Torrão mostrou-se muito preocupado com esta situação e explicou que, como há muitos estragos na rede elétrica, é praticamente certo que se irá sentir falta de água no concelho.

“Andámos toda a noite a desobstruir vias e continuamos com essa tarefa. Há muitos danos na sinalética, em postes, em sinais luminosos, na rede elétrica, enfim, em tudo”, explicou, num balanço “muito, muito provisório”.

O pavilhão das Meãs tem danos estruturais muito graves que vão impedir a continuidade do funcionamento daquele espaço e outros pavilhões, como o municipal, em Montemor-o-Velho, ficaram igualmente sem telhado, disse.

“Há ainda pelo menos três, quatro famílias, que foram realojadas em casas de familiares. Mas admito que haja mais, até porque pelo menos uma família não quis sair de casa, apesar dos danos”, referiu o autarca.

A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Proteção Civil, de acordo com o balanço mais atualizado desta autoridade.

De acordo com o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), todos os feridos apresentavam ferimentos ligeiros, ainda que tenham sido transportados a uma unidade de saúde parar receberem tratamento. A ANPC registou ainda três pessoas assistidas no local, que não necessitaram de ser levadas a unidades de saúde.

A tempestade fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências, segundo Rui Laranjeira.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afetado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu.

No terreno estiveram 6.373 operacionais e 2.002 meios terrestres.

A maioria das estradas cortadas devido ao mau tempo já foi reaberta, indicou Rui Laranjeiro, destacando-se o IC2, o IP3 e a A1, na região de Coimbra.

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