"Eles impediram-me ilegalmente de sair e, depois de um escândalo, soltaram-me", disse Alexei Navalny, numa mensagem na rede social Instagram acompanhada de uma ‘selfie’ na cabine da guarda de fronteira de um aeroporto em Moscovo.

"Ele já saiu", disse seu advogado, Ivan Jdanov, à Agência France Presse (AFP).

Na terça-feira, Alexei foi bloqueado no controlo de passaportes num aeroporto de Moscou quando se preparava para apanhar um voo para Frankfurt para seguir depois até Estrasburgo.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deve decidir na quinta-feira vários apelos de Alexei, que pede aos 17 juízes europeus que reconheçam as "motivações políticas" das suas repetidas prisões.

O Serviço Federal de Oficiais de Justiça, que tem o poder na Rússia de aplicar proibições de saída do país, explicou a sua decisão com uma multa não paga, que Alexis Navalny liquidou no dia.

Navalny disse que iria processar o serviço federal dos oficiais de justiça e pedir o reembolso dos custos da proibição.

Ativista anticorrupção de 42 anos de idade e advogado de formação, Alexei Navalny já foi condenado a multas múltiplas ou penas de prisão curtas nos últimos anos.

Navalny é considerado o mais proeminente oponente político do presidente Vladimir Putin e as numerosas acusações criminais que enfrentou no passado que são vistas como tentativas do Kremlin de o marginalizar.

Dois casos de justiça já tinham feito com que Navalny fosse impedido de viajar no passado, mas a proibição foi suspensa na primavera de 2017, quando teve que ir a Espanha para um tratamento médico urgente.

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