"É preciso mais trabalho para evitar que os agentes não estatais obtenham materiais nucleares e radioativos, que poderiam ser usados para propósitos maliciosos", disseram hoje os dirigentes de meia centena de países, numa declaração conjunta no encerramento da Quarta Cimeira sobre Segurança Nuclear, em Washington. Os dirigentes discutiram planos para garantir a segurança dos inventários de combustível nuclear e material radioativo que poderiam ser usados por grupos jihadistas para fabricar uma arma nuclear ou pelo menos uma 'bomba suja'.

"Reafirmamos o nosso compromisso de metas comuns sobre o desarmamento, não proliferação nuclear e uso pacífico da energia nuclear", destaca a declaração dos países. Ao considerar a segurança nuclear uma "prioridade duradoura", os dirigentes mundiais comprometeram-se "a promover um ambiente internacional pacífico e estável reduzindo a ameaça do terrorismo nuclear". Anexos à declaração havia cinco "planos de ação" desenhados para melhorar a coordenação dos estados-membros de organismos internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atómica e a agência policial Interpol.

EUA, Rússia e China: Obama fala sobre os riscos do desequilíbrio 

O presidente Barack Obama disse nesta sexta-feira que gostaria de reduzir ainda mais o arsenal nuclear dos Estados Unidos, admitindo que tem preocupações com os esforços para modernizar as armas letais do país. "A minha preferência seria reduzir ainda mais o nosso arsenal nuclear", disse Obama à imprensa no encerramento da cimeira.

Obama foi consultado sobre o risco de que países rivais como a Rússia e a China tentem expandir as suas reservas de armas, se os Estados Unidos melhorarem a eficácia das suas. "Acho que é uma pergunta legítima e preocupa-me", reconheceu. "Aqui está o equilíbrio que tivemos de encontrar. Temos uma reserva nuclear, e temos de assegurar-nos de que está a salvo e é confiável", afirmou. Obama declarou ainda que a modernização foi planeada para que os mísseis americanos sejam mais seguros e que espera poder trabalhar com potências como a Rússia para reduzir as reservas globais de ogivas nucleares.

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