"O Plano Municipal de Testagem de Lisboa COVID 19, a funcionar em 110 farmácias aderentes, deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente em Lisboa", anunciou a autarquia através de comunicado oficial.

Recorde-se que o município começou primeiro por disponibilizar apenas dois testes por mês a moradores, abrangendo mais tarde trabalhadores do comércio, restauração e hotelaria, equipamentos culturais ou mercados, feirantes, empregados inscritos, desportistas, taxistas, TVDE.

Por fim, como o SAPO24 noticiou a semana passada, os testes foram alargados a não moradores da cidade.

De acordo com o comunicado da Câmara, o número de testes efetuados nas farmácias e postos móveis organizados pela CML e Cruz Vermelha "mais do que duplicou na última semana, passando de uma média diária de 1000 testes para mais de 3500 testes/dia, nos dias 17 e 18 de junho".

Segundo o município, "desde o dia 31 de março, quando o programa começou, já foram realizados nas farmácias mais de 60 mil testes gratuitos a moradores de Lisboa"

A Câmara anunciou ainda que a rede de pontos móveis de testagem, neste momento com 17 pontos, vai ser "reforçada a partir desta semana e a regularidade nos pontos de maior procura reforçada".

O município colocar no terreno a partir de hoje equipas dos serviços de proteção civil municipal de Lisboa para "sensibilizar, porta a porta, o comércio local e restauração para a necessidade de testar os seus funcionários".

No último mês, recorda a Câmara, "apenas foram efetuados 31 testes ao abrigo do programa de testes gratuitos que a CML disponibilizou para os trabalhadores do comércio e restauração". Já em maio tinha sido noticiada a rejeição destes testes por parte das empresas.

Estas medidas municipais são implementadas numa fase em que Lisboa e Vale do Tejo pode ultrapassar 240 casos de infeção com o novo coronavírus por 100 mil habitantes em 15 dias e a variante Delta deve sobrepor-se nas próximas semanas, refere a análise de risco da pandemia de sexta-feira.

“O Rt (índice de transmissibilidade do vírus) apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,14) e em todas as regiões de saúde, sugerindo uma tendência crescente. Esta tendência crescente é mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo, que apresenta um Rt de 1,20”, adianta o relatório das “linhas vermelhas” da pandemia de covid-19.

Segundo o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), mantendo-se este ritmo de crescimento de infeções, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes será inferior a 15 dias a nível nacional e no Algarve.

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