"Não gostámos, não queríamos e não achamos justo que o Lux Frágil tenha sido acusado de discriminação", lê-se na publicação do Lux-Frágil no Facebook.

A nota é partilhada horas depois da atleta olímpica ter feito outras duas publicações onde recuava na acusação de racismo.

"Defendemos princípios opostos e entre esses princípios está certamente a liberdade. Que prevaleça então o direito de cada um de exprimir o que sente e de dizer aquilo que não queremos ouvir. Esse direito é uma boa definição de liberdade", acrescenta a discoteca lisboeta que celebra este mês 20 anos de existência.

A atleta portuguesa partilhou esta sexta-feira, 14 de setembro, na sua página de Instagram que os seus amigos foram impedidos de entrar na discoteca Lux. Patrícia Mamona lamentava que estivessem pessoas a "entrar de chinelos e sem convite" enquanto os seus "black friends bem vestidos (...) não se enquadram ao perfil da LUX". "Triste mas acontece!", acrescenta. Face à recusa, a atleta e as pessoas que a acompanhavam acabaram por ir embora.

A mensagem, que dava a entender os seus amigos foram discriminados, acabou por espoletar diversas reações — de apoio e contra as conclusões da atleta sobre aquela situação. Ao início da tarde, em duas novas publicações, Patrícia Mamona recua e apazigua os ânimos pedindo que não confundam o seu desabafo com as atitudes da tenista norte-americana Serena Williams — que entrou em conflito com o português árbitro Carlos Ramos na final do US Open quando este a penalizou por receber indicações do seu treinador, algo que não é permitido.

No segundo texto partilhado, Patrícia Mamona diz que "incidentes acontecem" e que ficou "triste" pela forma como os seus colegas foram tratados na discoteca lisboeta. "Apenas queria saber porque é que lhes fizeram isso e se era possível darem-me um argumento plausível para tal a situação. Mas era um feeling. Não consegui ficar indiferente à situação e fiz o post [no Instagram a denunciar a situação]".

Assumindo que a utilização do termo black friends possa ter sido incorreta, a atleta diz que "também detesta quando as pessoas usam racial card como desculpa das coisas más que acontecem".

"Por favor não me chamem de Serena Williams, estou apenas a ser eu, e desculpem se ofendi alguém por ser eu", escreveu.

"Peço desculpa a quem gosta do Lux, acredito fielmente que seja um bom sítio e divertido, que tenham pessoas simpáticas livres de qualquer tipo de discriminação (...). Acabei apenas por exprimir o que assisti e o que estava a sentir. Há muita gente que é barrada, já percebi que sim, mas se há, gostava apenas que houvesse um bom argumento para tal! Ter um feeling (nem sei que tipo de feeling é esse) para mim não foi um bom argumento".

"Racismo ou não, não sei, espero que e tenha sido ilusão minha, discriminação provavelmente, mas já passou", diz ainda.

Patrícia Mamona salientou que tem "uma época desportiva muito difícil pela frente" e que é nisso que tem de se focar. "Foi apenas um segurança que não deixou entrar... amanhã o outro deixa!".

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