De acordo com a informação hoje divulgada pelo gabinete de Miguel Albuquerque, na carta enviada ao diplomata britânico em Portugal, Cristopher Saint, o chefe do executivo madeirense “é perentório em sublinhar que, não fora o conhecimento profundo” do embaixador sobre a realidade da Madeira, “dificilmente se concretizariam as isenções conseguidas”.

O governante madeirense agradece o “empenho do diplomata na satisfação das pretensões da região em relação ao corredor verde britânico”.

Na quinta-feira, o Governo britânico anunciou ter decidido retirar Portugal da lista de países seguros, com exceção das regiões da Madeira e dos Açores, e, a partir de sábado, obriga a cumprir uma quarentena de duas semanas a quem chegar ao Reino Unido proveniente do continente.

A nota emitida pela presidência do executivo madeirense recorda que o ministro dos Transportes do Reino Unido, Grant Shapps, escreveu na rede social Twitter que, “através de informação aperfeiçoada”, o governo britânico “agora tem a capacidade de avaliar ilhas separadas dos seus países continentais”.

“Se chegar a Inglaterra vindo dos Açores ou Madeira, não precisará de se isolar por 14 dias”, escreveu aquele governante.

Ainda referiu que, de acordo com o ministro, a medida, que também afeta a Hungria, Polinésia Francesa e ilha da Reunião, entra em vigor às 04:00 de sábado em Inglaterra.

A Escócia já tinha excluído Portugal da sua lista de “corredores internacionais” a partir de 05 de setembro, enquanto o País de Gales aplicou restrições um dia antes, mas também manteve a Madeira e Açores isentos de quarentena.

Portugal só foi incluído na lista dos países com “corredores de viagem” com o Reino Unido há três semanas, em 20 de agosto, porém o aumento contínuo do número de casos de infeção no país terá pesado na decisão, que era esperada na semana passada, quando ultrapassou o valor de 20 casos por 100 mil habitantes.

A situação epidemiológica de covid-19 em Portugal agravou-se desde meados de agosto, de acordo com um estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), tendo sido registadas 3.909 novas infeções entre 17 e 30 de agosto.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto de Administração da Saúde da Madeira (IASaúde), a Madeira registava na quinta-feira 42 casos ativos de covid-19, sendo 29 importados, um total cumulativo de 178 infeções e 136 recuperados.

A lista de “corredores de viagem” tem atualmente menos de 70 países e territórios, tendo sido excluídos desde julho Suíça, República Checa e Jamaica, Croácia, Áustria e a ilha de Trinidade e Tobago, França, Países Baixos, Mónaco, Malta, as ilhas Turcas e Caicos e Aruba, Bélgica, Andorra, Bahamas, Espanha e Luxemburgo.

Cuba, Estónia, Letónia, Eslováquia, Eslovénia, o arquipélago de São Vicente e Grenadinas, Brunei e Malásia foram adicionados nas semanas anteriores.

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