Desde que foram para a rua, em 08 de setembro, 16 das 17 listas candidatas - PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR - apontaram quase diariamente os problemas de se ter maiorias absolutas durante tanto tempo.

Apenas o PSD, partido que está no poder há 43 anos, defendeu a maioria absoluta.

O candidato social-democrata, e atual presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, frisou que a região só se desenvolveu nos últimos 43 anos porque "teve governos maioritários" que conseguiram assim trabalhar com estabilidade e pediu para ganhar novamente de "forma muito expressiva".

Do lado do CDS, o cabeça de lista, Rui Barreto, pediu o fim das maiorias absolutas no arquipélago por considerar que acabam sempre em "arrogância absoluta", enquanto a CDU defendeu um novo rumo e que a mudança política “não seja mais do mesmo”.

O fim da maioria PSD na Região Autónoma da Madeira foi a luta do PS, que teve a palavra “Mudança” como slogan da campanha.

O BE lembrou os monopólios que existem no transporte entre a Madeira e o Porto Santo, na construção e no estacionamento, entre outros, para defender que são produto da maioria social-democrata.

Na saúde, os candidatos apontaram problemas como as listas de espera, a falta de médicos de família e a situação profissional dos enfermeiros para criticar o Governo Regional e prometer soluções.

O projeto para alcatroar uma estrada que atravessa a floresta Laurissilva, Património da Humanidade da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), dominou as criticas no que respeita aos problemas ambientais no arquipélago, tendo o cabeça de lista do PAN às eleições legislativas da Madeira, João Freitas, acusado o Governo Regional de não ter uma política ambiental.

Na área dos transportes, muitos candidatos apontaram problemas e críticas ao transporte aéreo, ao subsídio de mobilidade, ao ‘ferry’ entre a região e o continente e à travessia entre a Madeira e o Porto Santo.

A maioria dos candidatos lembrou ainda o desemprego na ilha, defendendo que está a levar à emigração de muitos madeirenses e defendendo que este é um cenário que tem de ser contrariado.

Nesta campanha eleitoral, a maioria dos candidatos apostou no contacto direto com as pessoas, andando pelas ruas e fazendo o chamado ‘porta a porta’, onde muitos aproveitavam para distribuir brindes com as cores dos partidos.

Do lado do PSD houve ‘t-shirts’, isqueiros, blocos e as tradicionais canetas; o PS teve também autocolantes com a inscrição ‘I

O PSD realizou comícios quase diariamente, o PS só os fez nesta segunda semana e muitos reservaram estes últimos dias para fazer arruadas.

A arruada do PS foi na quarta-feira, dia em que Paulo Cafôfo quase transformou o Funchal num jardim, tantas foram as flores que distribuiu por quem estava na rua. O PSD e o BE fazem arruadas hoje à tarde.

Pela Madeira passaram também vários líderes partidários que foram dar apoio aos seus candidatos como Jerónimo de Sousa, do PCP, Catarina Martins, do BE, Pedro Santana Lopes, do Aliança, Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal e Vitorino Silva, conhecido por Tino de Rans, do RIR.

O presidente honorário do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, também discursou num comício e hoje é esperada a presença da eurodeputada Marisa Matias no comício de fim de campanha do BE.

As eleições regionais legislativas da Madeira decorrem no domingo.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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