"Há um grupo de mercenários financiados e treinados por Iván Duque, na Colômbia, que foi enviado à Venezuela para fazer ataques terroristas contra unidades do país", disse.

Nicolás Maduro falava no Quartel da Montanha (onde está sepultado o antigo líder socialista Hugo Chávez, que presidiu o país entre 1999 e 2013) por ocasião do 28.º aniversário da tentativa de golpe de Estado liderada por Hugo Chávez a 4 de abril de 1992.

A cerimónia foi precedida por uma marcha de cerca de três quilómetros, desde a Plaza O'Leary, no centro de Caracas, até ao bairro 23 de janeiro (onde está situado o Quartel da Montanha), encabeçada pelo próprio Nicolás Maduro e que assinala o que para o chavismo é o Dia da Dignidade Nacional.

"Tenho a certeza de que mais cedo ou mais tarde os vamos capturar, castigar com a justiça venezuelana, porque na Venezuela queremos paz. Não ao terrorismo. Independência, paz e dignidade", disse.

Nicolás Maduro reiterou o seu compromisso e lealdade com a revolução bolivariana, iniciada por Hugo Chávez e denunciou que recentemente um barco de guerra dos Estados Unidos de América tentou entrar no mar territorial venezuelano.

"Não só a independência é o bem mais apreciado que temos conquistado. Temos conquistado a paz e a dignidade e com elas lhe abrimos as portas ao futuro de uma Venezuela próspera e feliz, deste século XXI", disse.

Durante os atos o presidente da Assembleia Constituinte (AC, composta unicamente por simpatizantes do regime), Diosdado Cabello, entregou ao Chefe de Estado a Lei Constitucional de Defesa do Estado e a reforma da Lei das Forças Armadas Bolivarianas, aprovadas por aquele organismo.

A nova Lei das Forças Armadas Bolivarianas estabelece, entre as novidades, a incorporação legal da "Milícia Bolivariana" às forças castrenses.

"As nossas Forças Armadas têm o apoio do povo e têm demonstrado garantir a paz, com o Governo e com os venezuelanos. Devemos dar-lhes mais força cada dia", disse Diosdado Cabello, que é tido como o número dois do chavismo, depois de Nicolás Maduro.

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