Eleito há quase dez anos - 13 de outubro de 2016 - para o cargo, "Ban Ki-moon foi uma pessoa que procurou consensos, não obstante ter exibido uma liderança discreta", disse Margarida Marques à Lusa, vincando que "foram anos especiais, marcados por várias crises", em que "o mandato de Ban Ki-moon é o reflexo da forma como os países olharam para as Nações Unidas".

Essa forma, precisou a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, é marcada pela inércia: "A sensação com que ficamos é que a inércia se sobrepôs ao papel das Nações Unidas de promotora da paz, estabilidade e segurança".

Questionada sobre a origem dessa inércia, Margarida Marques disse referir-se "à questão global".

"Há uma certa inércia e uma certa incapacidade das Nações Unidas de agirem como promotoras da paz, estabilidade e segurança, e o mandato de Ban Ki-moon foi o reflexo da forma como os países olharam para as Nações Unidas", disse Margarida Marques à Lusa.

Para o futuro, a secretária de Estado disse que "a expetativa é que Guterres consiga recolocar as Nações Unidas de prmotor da paz, estabilidade e segurança, dar um novo impulso às Nações Unidas".

A governante reconhece que "uma organização não vive só de um homem" e afirma que "é precuso vontade política dos países", mas salienta que "o perfil do secretário-geral das Nações Unidas é muito importante e Guterres tem o perfil perfeito para o lugar".

A grande vantagem do antigo primeiro-ministro e Alto Comissário para os Refugiados é "ter uma personalidade forte, mas não impõe os pontos de vista, é capaz de mobilizar opiniões e vontade política para construir consensos e essa é a prática em que assenta as Nações Unidas", concluiu a governante.

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