O atual presidente e candidato às próximas eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, além de ser da opinião de que uma mudança a meio do combate à pandemia seria prejudicial, está igualmente convencido que se tivesse decidido não avançar com uma recandidatura, o leque de candidaturas provavelmente seria diferente.

"Estou convencido que tenho melhores condições para ser o próximo Presidente da República. Pela experiência do mandato. Por estar a gerir a pandemia, mal ou bem, e estarmos a meio dela. A substituição a meio é sempre um imponderável, um pouco uma aventura", frisou.

"Pelo quadro das relações internacionais e pelo equilíbrio e moderação interna que consegui manter e criar. É natural, no meu espírito, achar que devo votar na proposta que considero melhor. É muito difícil dizer, esqueça, faz de conta que não era. E estou convencido que se não fosse candidato o leque de candidatos não era o mesmo", rematou Marcelo Rebelo de Sousa.

Na entrevista abordou a renovação de vários estado de emergência ("a pandemia tem sido inesperadamente muito mais longa") e os casos do procurador europeu e vigilância a jornalistas. Sobre o primeiro, o Ministério Público instaurou um inquérito no seguimento da participação criminal apresentada pela Ordem dos Advogados e de uma denúncia anónima. No caso do segundo, a procuradora-geral da República, Lucília Gago, vai averiguar se a atuação das magistradas do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa é passível de infração disciplinar no caso em que jornalistas foram vigiados pela PSP.

Para Marcelo, são dois casos diversos, que "coincidem no tempo e coincidem no facto e terem a ver com questões de justiça".

"Mas tem havido ao longo do tempo, durante o mandato presidencial, outras situações que têm exigido uma resposta da parte do Estado de Direito democrático e o Estado de Direito democrático deve defender e deve enfrentar as situações mais inesperadas, mesmo aquelas que nunca aconteceram no passado", indagou o candidato.

Para o segundo mandato, caso vença, explica ser fundamental "superar a pandemia, evitar o aprofundamento e alongamento da crise social".

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