"Aquilo que é chamado populismo não tem entrado no nosso país, entre outras razões, porque há poder local democrático. Tem sido fusível de segurança da democracia portuguesa", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção no encerramento da conferência nacional '40 anos do poder local democrático', em Loures.

Recusando discutir o que é o populismo, porque "isso é tema para académicos", Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "não há nada como ter quem esteja próximo da pessoas a resolver os seus problemas", falando a verdade e tratando de questões concretas, "para evitar os discursos feitos à pressa prometendo o regresso a um passado a que não se pode nem deve regressar".

Ou, acrescentou, discursos prometendo "um futuro de frases artificiais, ilusórias de soluções que são mais 'sloganisticas' do que caminhos de resolução dos problemas reais portugueses".

Questionado se esta afirmação tem algum simbolismo por ter sido proferida no dia seguinte a Donald Trump ter assumido a Presidência dos Estados Unidos da América, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não e que se trata apenas de "uma verdade".

"O poder local em Portugal é uma das razões porque não temos exemplos dos chamados populismos", disse o Presidente da República, recusando que essa realidade possa estar em risco.

Aliás, acrescentou, a prova que não está em risco é a força do poder local em Portugal.

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