“É verdade. Amigos de diferentes países europeus já pediram que me proponha”, disse Salvini em entrevista publicada hoje ao jornal La Repubblica.

“É um privilégio que eles vejam em mim um ponto de referência para a defesa dos povos, mesmo fora de Itália”, acrescentou.

“Neste momento, com o orçamento, a Europa e os imigrantes, ainda não tive tempo para avaliar a proposta. Ainda falta muito para o mês de maio. Vamos ver. Vou refletir”, disse ainda o aliado italiano de Marine Le Pen, a dirigente da extrema-direita francesa.

Salvini, 45 anos, é desde 2013 dirigente da Liga do Norte, um partido nacionalista, tendo-se aliado ao Movimento Cinco Estrelas para governar a Itália, desde as eleições legislativas do passado mês de março.

O presidente da Comissão Europeia é nomeado por indicação dos chefes de Estado e de governo, mas sob proposta do partido ou grupo maioritário no Parlamento Europeu.

Na entrevista publicada hoje, Salvini ataca mais uma vez a Comissão Europeia e o presidente Jean Claude-Juncker por causa das críticas de Bruxelas contra o Orçamento do Estado italiano.

“Nós temos responsabilidades perante os 60 milhões de italianos e não perante eles (Comissão Europeia). O orçamento não vai mudar nenhuma vírgula. Eles não se podem permitir a enviar uma ‘troika’ ou comissários. Parem e deixem trabalhar o governo dos italianos”, ameaçou.