"O que é prioritário é o cessar das armas e que não haja mais mortos. Apenas a Hungria vê de outra maneira e vá-se lá saber porque será", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, em declarações à televisão pública alemã ARD.

A Alemanha está entre os países, como a Áustria, República Checa, Polónia e Hungria, que apoiam Israel.

Aparentemente, Budapeste não subscreveu a declaração por considerar que o apoio não é suficientemente explícito.

O apoio do Executivo de Berlim a Israel e ao direito de se defender é partilhado por todo o espetro parlamentar alemão.

Berlim condena as manifestações de antissemitismo registadas em algumas manifestações de apoio à Palestina.

Na terça-feira, o veto húngaro fez com que a declaração da União Europeia fosse subscrita por 26 países do bloco, após uma reunião que decorreu por meios remotos entre os ministros dos Negócios Estrangeiros e convocada pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, que pretende contribuir para o desagravar da violência no Médio Oriente.

Borrell destacou a necessidade do fim das hostilidades e da implementação de um cessar-fogo e condenou o lançamento de foguetes de Gaza contra o território israelita reafirmando o direito de Israel a defender-se: "de forma proporcional e com respeito pelo direito internacional humanitário".

À margem do veto húngaro evidenciou-se uma divisão entre o grupo de países que demonstra apoio à Palestina e os que apoiam tacitamente Israel.

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